}

Especulação imobiliária fecha loja no Rio


Após 127 anos de funcionamento, a tradicional loja A Guitarra de Prata foi despejada pelo banco Opportunity dono de 18 casarões na rua da Carioca. o reajuste do aluguel pedido à loja foi de mais de 100% - de R$ 7 mil para R$ 15 mil.

Foi também a especulação imobiliária que extinguiu outro comércio: a livraria São José, um tradicional sebo dotado de uma invejável coleção de livros que  há 74 anos funcionava no mesmo ponto, o aumento do aluguel  foi de 150% - de R$ 8 para R$ 20 mil.

O bar Luiz, também com 127 anos, foi resgatado pela prefeitura, o seu aluguel foi  aumentado de 10 para 35 mil,  mas a prefeitura comprou o prédio para resgatar o bar.


Interessante que estes comércios resistiram:

Fim da Monarquia
2 guerras mundiais
Crise de 29 
Revolução Constitucionalista
Ditadura Militar
Crise do petróleo
Moratória do Brasil
Década perdida
Hiperinflação

Mas... não resistiu a especulação imobiliária

E nós? Será que resistiremos??




Floripa x Fort Worth

Ai povo milionário tupiniquim!!

Curtindo a vida de playboy??

Então... hoje vamos a mais um post comparando as belas casinhas brasileiras...

Mandem aí dicas de comparações, estou sentindo falta de comparações com as cidades do interior... quem tiver alguma casinha linda pra comparar, manda aí pra estamosricos.blogspot@gmail.com

Então... começaremos pela casa gringa

Ela fica em Fort Worth, TX, possui 4 quartos, 2 banheiros, 256  m2

e... para aqueles que não gostam das "casinhas de madeiras americanas"... ela é de "tijolos"











Como não poderia deixar de faltar, a tradicional passeadinha na vizinhança...



Exibir mapa ampliado

How much?? US$ 175 mil (+ ou - 395 mil reais)

Agora vamos a mansão brazuquinha...

Ela fica na simpática Florianópolis - SC

"Excelente casa com ótimo ponto, 2 quartos ,1 suíte, 1 banheiro social. Recentemente reformada com viabilidade de expansão Grande área comum."

A casinha possuí 150 m2...

Fotinhos:








Precinho: R$ 405 mil



Comparativos:

Preço da casa em  Fort Worth: 395 mil reais
Preço da casa em Floripa: 405 mil

Tamanho da casa em  Fort Worth:  256 m2
Tamanho da casa em Floripa: 150 m2

Preço m2 em  Fort Worth,: R$ 1.542
Preço m2 em Floripa: R$ 2.700

População  Fort Worth: 741 mil
População em Floripa: 453 mil

Salário mensal médio em Fort Worth: R$ 8.900
Salário mensal médio em Floripa: R$ 1.573

Agora alguns questionamentos que me fazem no blog:

Perguntas Frequentes: 

1) Porque tantas comparações sobre o Texas?? Texas escapou da bolha imobiliária, ou seja, é um mercado equilibrado (http://www.housingwire.com/blogs/1-rewired/post/28361-texas-escapes-real-estate-downturn-with-its-reputation-intact)

2) Qual motivo dos brasileiros preferirem casas de tijolos?


3) Qual motivo de não termos uma indústria de construção competitiva, inovadora, eficiente e que tenha bons preços?




4) Há bolha imobiliária no Brasil?



Se tiver sugestões para comparações manda para: estamosricos.blogspot@gmail.com

Fonte:
http://www.trulia.com/property/1031497377-4704-Ocean-Dr-Fort-Worth-TX-76123#photo-25
http://www.vivareal.com.br/imovel/casa-3-quartos-rio-tavares-florianopolis-150m2-venda-RS405000-id-42882560/

Bolha imobiliária está se espalhando e vai estourar após a Copa, diz Sr. Dinheiro – Infomoney


"Pensando em investir em imóveis? Luis Carlos Ewald, economista conhecido como Sr. Dinheiro, acha melhor não. Depois de afirmar em dezembro de 2013 que a bolha imobiliária ia estourar no primeiro semestre deste ano, ele alertou os investidores (e também aqueles que querem comprar o primeiro imóvel) que a bolha está em formação e seu ápice irá ocorrer depois da Copa do Mundo, em julho. “A bolha imobiliária é como um câncer. Ela vai aumentando e corroendo aos poucos. Até que vem a metástase, que espalha e mata”, disse, em entrevista ao InfoMoney.
De acordo com o especialista, na crise de 2008 do subprime, nos Estados Unidos, também foi assim. “Aquela bolha começou em 2006, foi crescendo, crescendo e a metástase aconteceu em 2008. A nossa [bolha] já vem se formando há muito tempo e agora está chegando a hora [de estourar]”, explicou.
Segundo ele, após a Copa, o cenário irá mudar e deve haver uma queda brutal nos preços dos imóveis que foram lançados. Enquanto isso, aquelas pessoas que já compraram vão ficar esperando e quem precisar de dinheiro vai ter que baixar o preço “Isso é uma bolha”, disse. “Com a Selic a 11% ao ano, se o imóvel ficar com preço parado, o dono vai perder este percentual anualmente, vivendo de IPTU e condomínio. Sem falar que a taxa de juros ainda vai subir mais”, completou.
O ciclo de aperto monetário, que prejudicou o setor imobiliário, começou no ano passado e, em um ano, levou a Selic de 7,25% ao ano, menor taxa histórica, para os atuais 11%.

“Os mais espertos vão se dar bem”
Luis Carlos disse ainda que quem souber aproveitar esta oportunidade pode se dar bem. Segundo ele, algumas construtoras, como a Even (EVEN3), já estão lançando imóveis com preços muito mais baixos, já prevendo o que vai ocorrer. “Os mais espertos vão se dar bem”, disse. “A Even, por exemplo, colocou 40% de desconto em todos os seus lançamentos. Tem que saber aproveitar”, completou.
Ewald lembrou também que um dos principais estudiosos do mundo sobre preços de ativos e bolhas, Robert Shiller, Nobel de Economia, já alertou sobre isso. “Ele previu bolhas da Nasdaq e a do subprime. Vocês vão ouvir quem? Tem que dar ouvidos aos mais experientes. E Shiller disse que não nada justifica a magnitude da recente alta dos preços dos imóveis no Brasil”, finalizou."

Vendas caem e “bolha” imobiliária murcha: será hora de comprar imóvel? - Yahoo


"Quanto vale o imóvel
O professor do Ibmec-RJ e gestor da Simplific, Alexandre Espírito Santo, que não acredita que haja uma bolha como a dos EUA no mercado imobiliário brasileiro, recomenda cautela aos compradores, apesar dos descontos e de eventuais quedas nos preços. “Temos que ver se os preços já não estariam perto dos ‘valuations’ (valor justo) deles”, disse.
Para o professor, “a ‘bolha’ do setor imobiliário brasileiro vai murchar aos poucos, e não estourar como lá fora”. O que parece estar começando a acontecer, com a queda nas vendas e a desaceleração dos preços registradas pelo índice FipeZap e pelo Secovi."

..
"Simulação
Quem quer comprar tem antes que fazer as contas, tem que se planejar para ver se realmente vale a pena comprar o imóvel em vez de alugá-lo, afirma Espírito Santo.
Ele sugere que o consumidor descubra quanto custa o apartamento ou a casa em questão e quanto ela renderia de aluguel para ele. “Há muitos anos, conseguíamos alugar o imóvel por uma quantia em torno de 1% do valor da propriedade ao mês, mas hoje esse percentual caiu para 0,3%, 0,4%”, lembra.
Ao comprar um imóvel, é preciso ter em mente o quanto se quer gastar. “Por exemplo, R$ 1 milhão? Quanto eu conseguiria de aluguel? R$ 4 mil por mês? Isso dá 0,4% mensal”, explica. Assim, o consumidor deve ver em quanto tempo terá o chamado “pay back”, ou seja, o tempo para se ter o retorno do preço pago pelo imóvel, nesse caso de 21 anos. “É barato? Não é! Abaixo de 20 anos eu até pensaria, 15 anos, por exemplo. Mas perto ou acima de 20 anos está caro”, avalia.

"Bolha que murcha e não explode
O professor não acredita, porém, que os preços aqui vão despencar como ocorreu nos Estados Unidos após o estouro da bolha do subprime, como eram chamados os empréstimos imobiliários malfeitos pelos bancos americanos. Para ele, os preços podem cair e passar por uma correção, mas é como se tivéssemos uma bolha que não estourasse, e, sim, murchasse. O fato é que há déficit habitacional no Brasil, o que sustenta a procura por imóveis por muito tempo ainda, afirma.
Selic
Ao mesmo tempo em que os preços dos imóveis se estabilizaram ou começam a cair, as opções para quem tem dinheiro para aplicar melhoraram com a alta da taxa de juros. “Hoje, o ideal seria aplicar o dinheiro na Selic e alugar um imóvel”, diz Espírito Santo. “O aluguel sairia por 0,3%, 0,4% ao mês, ao mesmo tempo em que o consumidor ganharia 0,8% com a Selic”, observa.
Imagina depois da Copa
O maior evento do ano, a Copa do Mundo, deve criar uma grande procura por imóveis para alugar, o chamado aluguel temporário, que vai atender à demanda de jornalistas, turistas, equipes e comissões dos times e países e membros da FIFA, ou daqueles que não encontrarem vagas em hotéis. “Mas não podemos nos iludir por causa da Copa”, disse o professor.
Para ele, vai chover oferta de aluguel depois que o evento terminar. “Com isso, o preço dos imóveis será afetado, e a tendência é de que não haja alta daqui para frente, acredito que nem em 2015″, alerta. “É possível que haja até uma tendência de queda [dos preços]”, conclui."


Ovos de Páscoa (agora na França...)

Depois do Japão, nossa comparação com o preço de ovos de páscoa vai para a rica e bela França...

Leitora do Blog que mora na França manda sua contribuição... olhem só!

Primeiro vamos ver o ovinho tupiniquim...

"Ovo de Páscoa Kinder Ovo Maxi Meninas Ao Leite Ferrero Rocher 150g - nº14"



Precinho nas lojas Americanas... 



O mesmo ovinho bonitinho na bela França:




Ou... R$ 22... A METADE DO PREÇO PRATICAMENTE!!!!

Preço do quilo no Brasil - 266 reais
Preço do quilo na França - 147,15 reais


Salario minimo no Brasil - 724 reais, ou seja, é possível comprar 18,14 ovos kinder. Em outras palavras: 2,71 kg de chocolate Kinder

Salario minimo na França - 4437,32 reais, ou seja, é possível comprar 201,14 ovos Kinder. Em outras palavras: 30,15kg de chocolate Kinder

E aí? Quem ta comendo essa fatia??

 Empresários?? Distribuidores?? Ineficiência?? Governo??

Alguém tá... pq meu bolso tá sofrendo!!!


Se tiver sugestões para comparações manda para: estamosricos.blogspot@gmail.com


Fonte:
pagina Brasil: http://www.americanas.com.br/produto/112852646/ovo-de-pascoa-kinder-ovo-maxi-meninas-ao-leite-ferrero-rocher-150g-n-14?DCSext.recom=Neemu_Produto_viu-comprou&nm_origem=rec_produto_viu-comprou-a&nm_ranking_rec=1



pagina França: http://www.auchandirect.fr/petit-dejeuner-epicerie-sucree/chocolats-de-paques/oeuf-surprise-maxi-au-chocolat-au-lait/id1/2830966/6744

Estudo defende que Brasil não vive bolha imobiliária (será???)


"Elaborado pelo professor João da Rocha Lima Jr., a pesquisa aponta que o mercado imobiliário viveu duas fases de alta. A primeira, que durou do segundo semestre de 2007 até o primeiro de 2011, tinha um caráter mais especulativo, porque os preços subiam acima da evolução dos custos. Desde então, o movimento desacelerou, mais condizente com o encarecimento dos custos, sobretudo dos terrenos.

O estudo usou os dados do Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R), do Banco Central, que mede o valor de avaliação dos imóveis dados como garantia de empréstimos em 11 regiões metropolitanas.

Segundo ele, esse raciocínio desmentiria a tese de que o país vive uma bolha imobiliária. “É mais uma onda do que uma grande bolha especulativa. Teve um pouco de especulação? Teve. Mas isso não configura uma bolha perversa como a americana”, diz.

Para ele, Carnaval em março, Copa do Mundo em junho e julho e até mesmo as eleições tornam 2014 um ano atípico. Diante desse cenário, a expectativa é de estabilidade nas vendas. “Mesmo assim, não há nada que nos diga que o mercado, do ponto de vista da demanda, piorou em relação ao ano passado. Da mesma forma que a taxa de juros subiu, o desemprego caiu. Para o nosso setor, o crescimento real da renda continua, o que nos permite manter a projeção de estabilidade”, 
diz o especialista no setor imobiliário. "

Camargo Corrêa vai realizou "saldão" de imóveis com descontos de até R$ 346 mil

Bubble

No último sábado a Camargo Corrêa realizou  a quarta edição do Dia C, evento com promoções e descontos para quem quer comprar seu bolhudinho.

Foram 20 empreendimentos e mais de 200 imóveis residenciais e comerciais  prontos, em construção ou em lançamento espalhados pela capital e litoral paulista.

Foram oferecidos aos consumidores salas comerciais e apartamentos de 2, 3 e 4 dormitórios de 40 a 298 m² com grandes descontos.

Um apartamento dde 134 m² no empreendimento The Parker, na Aclimação, Zona Sul da capital, por exemplo, foi colocada à venda com uma redução de R$ 346 mil em relação ao preço de tabela. Outro destaque é o Terraço Empresarial, salas comerciais 40 m² oferecidas com desconto de 40%.

Estranho não é? O mercado está a mil e tanto desconto sendo dado??


Comprar a casa própria em 2014 é bom negócio? Midianews


Opinião de alguns especialistas sobre o assunto..


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1. SINAL VERMELHO

Janser Rojo, planejador financeiro e sócio da Soma Invest

"Comprar imóvel valorizado para morar não é vantajoso"

“Nos últimos seis anos houve uma valorização de 200% nos preços dos imóveis, mas agora notamos uma certa dificuldade em alugar os residenciais. Isso pode indicar que a demanda já não é tão forte como nos anos anteriores e os preços podem se acomodar. Muita gente se endividou na compra da casa própria pensando nele como investimento. É errado pensar assim. Se ele vender, terá de comprar outro que também valorizou. E imóvel financiado só é seu quando quitar. O momento de mercado fica em segundo plano na compra do imóvel para morar. O mais importante é se planejar para conseguir dar uma boa entrada para financiar o mínimo possível, independentemente dos preços. Muitos recém-casados cometem o erro de comprar sem planejamento e caem na armadilha de financiar pelo prazo máximo. Se você conseguir juntar de 30% a 40% do valor do imóvel, poderá igualar o valor da parcela ao do aluguel”.

2. SINAL VERDE

Suyen Miranda, consultora financeira

"Há boas oportunidades nos imóveis maiores" 

“Hoje já é nítida uma redução de preços nos imóveis de tamanho maior, com preço acima de R$ 700 mil. Muitos estão encalhados, e quem tiver disponibilidade de compra-los agora poderá fazer ótimo negócio. Repare que há hoje muito mais oferta de imóveis a partir de três dormitórios do que um e dois. É nos imóveis maiores onde estão as melhores oportunidades no momento. E a Copa do Mundo não vai influenciar na queda dos preços como se imagina, porque as locações para temporada nada têm a ver com o imóvel para moradia e muitas cidades, como São Paulo, não têm essa vocação. O Mundial não fará com que as pessoas comprem mais imóveis ou que os preços baixem, portanto não é preciso esperar o fim do evento para encontrar um bom negócio”.

3. SINAL VERMELHO

Reinaldo Domingos, planejador financeiro do instituto DSOP e autor do best seller "Terapia Financeira"

"Os preços estão muito altos e vão baixar" 

“O melhor ano para comprar a casa própria é aquele em que você pode comprar. Quem esperar um pouco mais poderá comprar a preços mais baixos? Acredito seriamente que sim. Não será uma queda de valores como nos Estados Unidos em 2008, mas a acomodação de preços não vai acompanhar a inflação, causando uma perda patrimonial nos próximos anos. Quem tiver paciência para esperar, pode se capitalizar agora para dar uma boa entrada no futuro, para reduzir ao máximo o valor da prestação e prazo do financiamento. Casa própria não é um investimento, mas um bem de consumo, porque você usa e ela deprecia. Se a prestação do imóvel que você deseja for maior que o aluguel pago, fique no aluguel e faça poupança com o que sobrar.

4. SINAL AMARELO

Roberto Navarro, fundador do Instituto Coaching Financeiro, programa de educação financeira com sede no Rio de Janeiro e em Orlando, Florida

"Depende da situação financeira de cada um" 

“O momento da compra não importa muito. Para aquisição de casa própria, é muito importante fazer uma avaliação geral da situação econômica de cada pessoa. Se os juros estão altos, tudo fica mais complicado [a taxa Selic atual está em 10,75% ao ano]. Ao financiar um imóvel, a pessoa terá que pagar a taxa pactuada até o fim do prazo, que pode chegar a 30 anos. Isso significa comprar um imóvel e pagar três ao mesmo tempo. Realmente, tem de fazer muita conta e avaliar se esse é o momento de fazer um financiamento. Caso a decisão seja comprar, prefira um financiamento de no máximo dez anos”.

5. SINAL VERMELHO

Antonio de Azambuja, economista e professor da Anhanguera Educacional

"Preços vão cair até 2017" 

“Vivemos hoje uma bolha inflacionária que gerou um aquecimento na compra de imóveis e nos financiamentos. Mas tudo o que sobe também desce. Não acredito que essa bolha vá estourar este ano, mas isso vai acontecer a qualquer momento. Minha aposta é em 2017, quando o Brasil tiver esgotado seus eventos mundiais e a economia estiver menos aquecida. Mas a decisão de comprar ou não em 2014 não pode se basear apenas no preço. Se você ainda não consegue juntar dinheiro e tem condições de morar com os pais, vale a pena esperar para ter melhor condição até 2017. Se paga aluguel, é preciso ver se o valor da prestação compensa”.

Para reportagem completa: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=21&cid=194509

Forlateza x Chicago

E aew Magnata! Como andam as pilhas de dinheiro? bem guardadas?

Essa é a oportunidade de você conseguir gastar...pelo menos um pedaço de sua pilha...

A comparação de hoje, o critério é a população: Chicago 2,7 milhões e Fortaleza 2,5 milhões
(não vamos entrar em PIB, Índice de Gini, IDH,  porque aí não tem graça brincar né...?)

Então brazuquinha milionário... vamos começar pela casinha Gringa??

É uma bela casa em estilo vitoriano com 5 quartos, e 220 m2..

Olhem as fotinhos:










Passeadinha na vizinhança..

Exibir mapa ampliado


Quanto?? R$ 700 mil ou R$ 3190 o m2 (para uma bela casa numa cidade MUITO RICA... ok??)

Então

Em Fortaleza, no Jóquei Clube você consegue outra linda casa praticamente pelo mesmo valor, olha só:








São belos 120 m2  custando SOMENTE R$ 680 mil  ou R$ 5666 (contra os 3200 do USA).

É gringos... vocês não sabem valorizar suas casinhas... 

Se tiver sugestões para comparações manda para: estamosricos.blogspot@gmail.com

Fonte:
http://www.trulia.com/property/3121408472-11150-S-Hoyne-Ave-Chicago-IL-60643#photo-24
http://www.vivareal.com.br/imovel/casa-3-quartos-joquei-clube-fortaleza-com-garagem-120m2-venda-RS680000-id-42795022/?utm_source=similar-listing&utm_medium=email&utm_term=42795022&utm_campaign=1215286

São Paulo - Vendas de imóveis novos na cidade de SP caem 49,1% em fevereiro - G1

Nos dois primeiros meses do ano, venda de imóveis somou 2.011 unidades. Volumes dos 2 primeiros meses são os mais baixos desde 2004, diz Secovi


"Com a comercialização de 981 unidades, as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo caíram 49,1% em fevereiro deste ano sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram 1.927 imóveis, aponta nesta terça-feira (8) o Secovi-SP, o Sindicato da Habitação. Sobre janeiro deste ano, quando foram 1.030 unidades escoadas, foi registrada queda de 4,8%.
Vendas atingiram R$ 485,4 milhões em fevereiro, com redução de 48,7% sobre o movimentado em fevereiro de 2013
No acumulado dos dois primeiros meses do ano, a venda de imóveis somou 2.011 unidades na cidade de São Paulo, com recuo de 27,5% em relação igual período de 2013 (2.775 unidades). Os volumes de vendas apurados nos dois primeiros meses deste ano são os mais baixos desde 2004, diz a divulgação.
Em valores, as vendas atingiram R$ 485,4 milhões, com redução de 48,7% sobre o volume movimentado em fevereiro do ano passado, de R$ 945,9 milhões, atualizados pela variação do INCC (Índice Nacional da Construção Civil), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Os segmentos de 2 e 3 dormitórios totalizaram 87,3% das vendas no mês. As unidades de 2 dormitórios participaram com pouco mais da metade do volume escoado (56,9% e 558 unidades)"

Semelhanças inequívocas entre Espanha e Brasil – Sergio SAL - bolhaimobiliaria.com

Fonte: http://www.bolhaimobiliaria.com/2014/04/06/semelhancas-inequivocas-entre-espanha-e-brasil-sergio-sal/
Las mentiras que dicen los hombres – Semelhanças inequívocas entre Espanha e Brasil: ESTAMOS VIVENCIANDO O QUE A ESPANHA VIVEU ENTRE 2007/9!
Para a imensa maioria dos frequentadores do BLOG, não restam dúvidas quanto a existência da BOLHA, sendo que para alguns ela já estourou e para outros ainda vai ocorrer. Uns, ainda, se negam a acreditar, haja vista o já longo tempo que estamos propalando a ideia mais o fato de a maioria dos imóveis não terem sofrido substancial rebaixamento de seus preços.
Prever, com exatidão, se e quando a BOLHA vai estourar é das coisas mais difíceis, tanto pela complexidade das variáveis envolvidas quanto da subjetividade de entendimento, que envolve as expectativas e experiências pessoais, maior ou menor grau de otimismo/pessimismo de nossas atitudes frente à vida, tal como nos foi ditado por nossos temperamentos, sucessos ou fracassos. Isso, fora o fato de a maioria de nós experimentarmos nosso presente de forma ingênua, sem sabermos fazer uma estimativa profunda sobre seu conteúdo.
Convêm, primeiro, nos colocar a uma certa distância desse “presente”, até que esse vire passado e possamos produzir pontos de observação, a partir dos quais julgaremos o futuro.
Assim, peguemos o caso da Espanha e sua enorme bolha imobiliária ao longo do tempo e comparemos com o que o ocorre na Banania: as mentiras que nos contam seus “especialistas”:
A bolha espanhola iniciou-se ainda em 97, pois, que com a certeza de unificação das moedas (e das taxas referencias de juros) a “selic” espanhola começou a despencar, caindo de aproximados 8% em 1995 para menos de 3% com a vigência do euro em 99. Nesse período, tendo em vista o novo, farto e barato crédito advindo do BCE, uma enorme variedade de investimentos foram realizados na Espanha (e em outros países europeus menos desenvolvidos). Na Espanha deu-se importância fabulosa à construção civil, dado sua característica de ser um setor de geração exponencial de postos de trabalho.
As consequências não tardaram a aparecer: aumento de preço de imóveis e elevação da taxa de emprego e renda. O governo espanhol percebendo o “bom momento” tratou de regular o setor, no que considerou correto, creio, e acabou por colocar mais lenha na fogueira: os preços não paravam de subir, assim como a quantidade de novos empreendimentos, o emprego e a renda. Logo concluiram que tudo estava certo e começaram a gabar-se do feito espanhol.
Em 2003 começaram a surgir as primeiras preocupações com uma possível bolha imobiliária, que se traduzia à época nas súbitas e constantes valorizações dos imóveis e no endividamento das familias. Nesse ano, começaram as “especulações” sobre uma possível bolha imobiliária no país, pois, que a quantidade de empreendimentos sendo erguidos, mais seus preços astronômicos começavam a preocupar, tanto parcela consciente da população (como nós) como a um ou outro economista.
Não tardou e em julho daquele ano, o jornal El Pais publicou uma matéria tratando do tema, onde o ministro da economia, Rodrigo Rato negou a existência de uma bolha, alertanto, no entanto, para o endividamento das famílias, quando afirmou:
“… considero que não haja uma bolha imobiliária no mercado espanhol e que a subida dos preços obedeceu a forte demanda existente, uma demanda que “muitas vezes se mostra insensíveis à alta dos preços…””
Fonte: “http://elpais.com/diario/2003/07/02/economia/1057096803_850215.html
Um mês antes, o Presidente do Banco de Espanha, Jaime Caruana, já negara a existência de bolha, afirmando:
“… Certamente que o preço da habitação subiu mais que o normal, mas não o suficiente para se falar em “bolha imobiliária”, muito menos em “risco de estouro”, falou Caruana na saída da Comissão Econômica do Congresso espanhol, com o objetivo de eliminar qualquer “alarmismo” sobre a alta dos preços dos imóveis…”
Fonte: “http://www.diariocordoba.com/noticias/cordobaandalucia/caruana-descarta-existencia-de-burbuja-inmobiliaria_64998.html
Naquele mesmo período, outro junta-se ao coro anti bolha, o Secretário de Estado da Fazenda, Estanislao Rodríguez Ponga:
“… insistiu em descartar uma “bolha imobiliária” na Espanha, argumentando que “enquanto que no interior de uma bolha é vazio, o mercado residencial baseia-se em tijolos e cimento”, afirmando ainda que a economia espanhola “funciona bem”…”
Fonte: “http://cincodias.com/cincodias/2003/07/03/economia/1057368210_850215.html
O Secretário Geral da ASPRIMA (um dos secovis deles), José Manuel Galindo também negou por sua vez:
“… Não há bolha imobiliária, senão uma “tendência ascendente”, onde apenas 30% do aumento dos preços possui um componente especulativo, enquanto os restantes 70% respondem aos fundamentos econômicos, como condições de financiamento e emprego”. E completando: “… nos próximos 10 ou 12 anos esperamos (necessitar construir) mais de 2 milhões de imóveis, em virtude da redução do tamanho das famílias ao nível europeu. A indústria estima que há uma demanda estrutural para 300 mil casas por ano…”
Fonte: “http://www.otromadrid.org/articulo/9352/recopilacion-negaron-burbuja-inmobiliaria-2003-2008/
A coisa continuava em 2004, com diversos oponentes de peso contra a crescente ideia de bolha que já ocorria no país. Nisso, a Ministra da Habitação, Antonia Trujilo deu o seu tom:
“… são irresponsáveis aqueles que pensam que há na Espanha uma bolha imobiliária, prevendo uma queda acentuada no preço da habitação: os preços dos imóveis, apesar do dramático aumento observado, é perfeitamente razoável, uma mera consequência das leis de oferta e procura…”
Fonte: “http://www.abc.es/hemeroteca/historico-24-06-2004/abc/Opinion/la-burbuja-inmobiliaria_9622202842146.html
Dentre outros (2004);
“http://economia.elpais.com/economia/2004/05/24/actualidad/1085383984_850215.html
“http://revista.consumer.es/web/es/20041101/entrevista/
“http://www.elperiodicodearagon.com/noticias/aragon/fundear-descarta-que-exista-burbuja-inmobiliaria-aragon_128478.html
Em 2005, a mesma coisa:
“http://www.20minutos.es/noticia/52954/0/precio/pisos/aumenta/
“http://www.elperiodicodearagon.com/noticias/aragon/nuevo-credito-fijo-variable_68823.html
“http://www.consumer.es/web/es/vivienda/2005/07/20/143860.php
Em 2006, quando a coisa já estava preta, com o INÍCIO da elevação dos juros pelo BCE, quando, apesar de negarem veementemente a bolha, começam a falar em NORMALIZAÇÃO, ESTABILIZAÇÃO e POUSO SUAVE da elevação dos preços dos imóveis:
Gregório Izquierdo, diretor de serviços de estudos do IEE (espécie de FIPE espanhola):
“Há mais de cinco anos que alguns cometem o erro de falar em bolha imobiliária e em queda de preços. A verdade é que nosso mercado imobiliário está desfrutando de um ciclo de crescimento prolongado… principalmente pela forte demanda…”
Fonte: “http://www.elmundo.es/suvivienda/2006/467/1164322815.html
Banco Halifax:
“… Banco nega que uma possível bolha possa estourar na Espanha em virtude do aumento da taxa de juros referenciais do BCE, mas disse que irá ocorrer em curto prazo um “suave pouso” na escalada dos preços: que os preços da habitação “devem crescer menos”, um pouco abaixo da inflação, o que “não seria um mal”, uma vez que evidencia que “a situação tende a estabilidade e moderação no mercado”…”
Fonte: “http://www.eleconomista.es/mercados-cotizaciones/noticias/23607/06/06/Halifax-niega-se-rompa-burbuja-inmobiliaria-al-subir-el-euribor.html#.Kku8fCEcjLly4ex
Previsão de imobiliárias e corretores de cidade espanhola:
“…No curto prazo, ocorrerá um ajuste entre a oferta e a demanda por um declínio acentuado na produção de novas habitações, evitando assim uma bolha imobiliária. Quanto aos preços, a curto prazo a aceleração será lenta, podendo estar em 8% em 2007 e 6% em 2008; nos anos seguintes, os aumentos esperado estão “fixados” em 4%, ou seja, a inflação mais 1 ou 2 pontos percentuais…”
Fonte: “http://www.diariovasco.com/prensa/20070421/economia/inmobiliarios-promotores-gipuzkoa-preven_20070421.html
Estudo realizado pela Universidade de Barcelona:
“Haverá excesso de oferta em 2007 forçando os preços dos imóveis a caírem. As quedas atingirão primeiramente os mais caros, pois que haverá muitos nas maõs de corretores e especuladores. A queda será de 20% entre 2007 e 2009, mas NÃO SE TRATARÁ DE BOLHA, pois, de 1999 até agora os preços subiram 200%, mas não retornará ao patamar de 1999.”
Fonte: “http://elpais.com/diario/2006/02/08/catalunya/1139364457_850215.html
2007 – Continua a negação da bolha e aumenta-se a ideia de POUSO SUAVE DOS PREÇOS:
José L. M. Molina – Diretor de Estudos do Banco de Espanha
“… ele categoricamente afirmou que não há o menor risco de desenvolvimento de uma bolha: Nós (banco) nunca falamos sobre uma bolha imobiliária, senão que esperamos uma suave desaceleração (nos preços e vendas)…”
Fonte: “http://www.eldiariomontanes.es/20071214/economia/familias-estan-sobreendeudadas-pero-20071214.html
Henrique Lacalle – Presidente da Barcelona Meeting
“… Eu nunca falo em crise, senão em resfriado: tudo bem, os preços aumentaram, os bancos fecharam um pouco a torneira do credito e estarem mais criteriosos. Vemos também o encarecimento dos juros. Tudo isso nos fez “pegar um resfriado”, mas que é circunstancial…comprar um imóvel é a melhor ideia que uma familia pode ter… imóveis nunca baixam de preço…”

Fonte: “http://www.noticias.com/enrique-lacalle-presidente-de-barcelona-meeting-point-noticias-com.93142
Primeira reunião de especialistas acerca da real situação do mercado imobiliário:
Aterrissagem de preços e nada mais. Aqui peço vênia ao leitor: o nosso prezado CEMENT INDEX GUY é um plágio: o artigo do tal intitulado “bolha imobiliária e as Cassandras” embasou-se, ao menos em parte, nesse trabalho realizado pela Master MDI (Espanha), quando um dos “especialistas” citou:
“…José Luis Marcos Muñoz, consejero delegado de Roan Asesoramiento Inmobiliario, ironizó sobre la supuesta burbuja inmobiliaria y auguró que las «MODERNAS ‘CASSANDRAS’» que profetizan el desplome del mercado no verán cumplidos sus designios…”
O cara é um plágio. Essa reportagem do EL MUNDO é pequena mas incrivelmente interessante.
Fonte: “http://www.elmundo.es/suplementos/suvivienda/2007/492/1179439231.html
Dentre muitos outros.
2008 – Assimilação da MOTUMBADA, que apenas se iniciava:
OCDE nega existência de bolha na Espanha e afirma ser apenas um “pouso suave”.
Fonte: “http://www.soitu.es/soitu/2008/02/15/info/1203089050_618063.html
Beatriz Corredor, Ministra da Habitação
“…Necessita de uma casa? Ministra afirma que é o momento adequado, ideal para se comprar um imóvel: A Espanha necessita de 450.000 imóveis por ano!…”
Fonte: “http://www.eleconomista.es/vivienda/noticias/579906/06/08/Necesita-un-piso-La-ministra-de-Vivienda-cree-que-es-el-momento-adecuado-de-comprar-uno-de-nueva-construccion.html#.Kku8ZS0PGVuxjnY
APROCON – Assoc. De Pequenos e Médios Construtores
“…Eu acho que todos os que aconselham para que as pessoas não comprem casas, que os preços baixarão, estão errados: é fazer um desserviço ao comprador, porque quando eles quiserem comprar não só não será mais barato como muito mais caro “.
Fonte: “http://www.soitu.es/soitu/2008/06/18/info/1213810155_785849.html
O restante da história todos já sabem, nè?

Não! Não sabemos!
O nosso saber da realidade de um período presente, amiúde, é muito ingênuo.
Pegamos informações óbvias, muitas vezes já processadas e a consideramos como verdades terminadas.
A bolha espanhola só foi (se é que foi) declarada tempos mais tarde – EXCLUSIVAMENTE – pela ocorrência concomitante com a americana. Não quero dizer que ela não teria “explodido” caso a americana não tivesse existido e sim que a americana foi um detonador da realidade espanhola.
A crise americana de 2007, apesar da gradualidade de sua ocorrência, foi deflagrada 100% no momento da última gota de esperança em se tapar o sol com a peneira. Os americanos já conviviam com o mercado financeiro, com uma vida financeira altamente imbricada em nível pessoal desde os anos 80, circunstância que só se nos tornou fato (e aos espanhóis) no início dos anos 2000.
Essa subtaneidade de um banco estar relativamente bom num dia e no outro falido, levou instantaneamente a ser percebido e assimilado por todos os outros setores, direta e indiretamente envolvidos, inclusive as pessoas, os mutuários: no dia seguinte perceberam que não só não eram mais ricos, como passaram para o filão de quase miseráveis, pois, que seus ativos – imóveis – não mais valiam o que valiam… mas suas dívidas sim.
O mercado americano não teve compaixão ao romper das comportas.
O espanhol certamente, pelo seu incrível menor desenvolvimento, estaria tentando empurrar (e negar) o problema até hoje, mesmo com ¼ da população desempregada e centenas e centenas de milhares de novos sem-tetos endividados.
Isso, ao seu turno, não implica dizer que não teremos estouro (aqui na Banania) sem que haja outro fator externo de grandes proporções e, sim, que poderemos chegar ao estágio atual da espanha sem um solavanco, um estrondo digno de um estouro. Olhem: … poderemos…
Em 2011, o economista espanhol Santiago Nino Becerra foi matéria no Estadão com a seguinte manchete:
“O Brasil é hoje a versão 2.0 da Espanha de 2003”
Fonte: “http://economia.estadao.com.br/noticias/economa-brasl,o-brasil-e-hoje-a-versao-20-da-espanha-de-2003-diz-economista-espanhol,92827,0.htm
Essa matéria inclusive foi tópico aqui do BLOG. À época, todos os poucos participantes acreditaram piamente no que o cara dizia. Mas só hoje percebo o alcance daquelas palavras:
O Brasil não é apenas a versão 2.0: é a versão 2.0 Top Plus II Beta.
A Espanha à época contava com pouco mais de 40 milhões de habitantes, nós 200 milhões;
Eles um PIB per capita de apoximados U$28.000; nós U$12.000 (e mal distribuídos);
Eles um IDH de 0,885, nós 0,730; eles com 97,9% de alfabetização, nós (com muita boa vontade governamental) 90%; o tempo médio de estudo do espanhol é de 10,4 anos, nós 7,4;
Isso sem levarmos em conta, ainda, as diferenças quantitativa e qualitativa cultural, acadêmica e social entre os dois países.
E por último: a Espanha está inserida no mercado europeu, no euro. O Brasil…
Então, a coisa aqui é muito mais cabeluda … em todos os sentidos!
Assim, com base nessas informações, mais as que já possuímos – sem ingenuidade – estaremos aptos, ainda que com a subjetividade peculiar de cada um, a chegarmos a uma conclusão:
Estamos vivendo hoje o que a Espanha viveu entre 2006 e 2007, sendo o nosso “período de estouro” compreendido entre 2013 e 2014, podendo ser alongado para um pouquinho antes e um pouquinho depois.
A diferença é que muito provavelmente não teremos uma bolha externa gigante explodindo (a não ser a chinesa) deflagrando nossa consciência tupiniquim coletiva.
Nesse sentido – e não obstante – continuaremos a ver negações cada vez mais pesadas, vindas de mãos dadas com informações de “pouso suave” dos preços, normalidade e estabilização.
Teremos um momento em que presenciaremos amorins e sadembergs, paivas netos e joãos crestanas, tombinis e mantegas, todos, declarando as “não existência de bolha” e “aterrissagens suaves e programadas”… todos… com lama até o pescoço e um povo desdentado, com fome e endividado, protestando nas ruas pelo “bolsa despejo”.
Qualquer verdade gera um escândalo.
Quase finalizando: ante a longa, canhestra e fastidiosa postagem , deixo por último uma pequena mensagem, que é o mais puro CRV (ou CVR?) da imensa maioria de nossa combalida população:
Para os cegos, as mudanças são sempre repentinas!
Figuras ocultas: forneça um desenho de uma paisagem a uma pessoa e sugira para que ela o descreva; num primeiro momento, vamos supor, ela dirá tratar-se de uma “árvore próxima a um rio com uma mata ao redor”; sugira então que ela descreva com maior riqueza de detalhes; a pessoa provavelmente dirá, com um sorriso bobo na face, que há maçãs penduradas na árvore, que há pássaros voando num céu azul e que há vários tamanhos e tipos de mato ao fundo da imagem…!
Então, ansiosa e desnecessariamente, você novamente convida a pessoa a olhar mais atentamente a figura, verificando seus pormenores e identificando pontos que não deveriam estar ali; a pessoa, talvez já próxima ao limite da paciência, põe-se detidamente a olhar para a imagem, procurando alguma coisa que não se tem motivos para acreditar que estejam lá. De repente, começa-se a perceber objetos camuflados na cena: os ramos da árvore que agora parecem mais como peixes do que folhas, os matos que continham diversas escovas de dentes em seu meio, dentre outros “absurdos” nos arbustos.
Ninguém pode obrigar uma pessoa a ver objetos escondidos. Ninguém é persuadido de que os objetos estão ali. Ou você consegue vê-los ou não.
Mas depois de descobri-los, ali estão claramente sempre que se olha para o desenho. Chega-se a ficar admirado de como não tinham sido vistos antes!
É bem assim que funciona uma nossa visão alienada das coisas e do mundo. Estamos sempre mais preparados para ver apenas o que queremos, especialmente se são “pintadas” com o ouro e a riqueza que nos agradam.
Mudar nossa percepção das coisas as quais queremos, que batalhamos e que já estamos acostumados é um processo extremamente difícil e doloroso: é muito mais confortável nos portamos como avestruzes, nos escondendo das incoerências, das contradições que surgem e que podem por a perder nosso porto seguro; é muito complicado nos livrarmos das algemas das circunstâncias passadas.
Esquecemo-nos que apenas vemos através dos olhos … mas não com eles!