Comparando a gasolina do Brasil com o restante do mundo

Pessoal,

Hoje é um post extra...

O tema é interessante, então vamos lá:

Uma das maiores petrolíferas do mundo pertence ao povo tupiniquim. Nada mais normal do que termos os menores preços de gasolina e energia oriundas do petróleo no mundo, certo? ERRADO!

O Brasil tem a 36ª sexta gasolina mais cara do globo terrestre em comparação com outros 60 países. Mas, nós também ocupamos o topo de uma lista: a de maior aumento nos preços.

Enquanto nós, donos do pré-sal e da Petrobrás, pagamos cerca de R$3,30 no litro (isso em grandes capitais, em cidades menores pode ser muito mais), o mesmo litro custa por volta de R$1,87 nos Estados Unidos .

Países como África do Sul, Paquistão, Nigéria, Malásia e Irã, por exemplo, têm preços muito mais baixos na gasolina do que o Brasil.





Não bastasse os valores exorbitantes que pagamos em nossos carros de magnatas, ainda pagamos um preço abusivo para uma substância que produzimos. Sem contar que, constantemente, o governo autoriza o aumento da quantidade de álcool na gasolina que consumimos.

Como se já não fosse absurda essa diferença por si só, fica ainda mais revoltante quando analisamos com outro país da América do Sul. A Venezuela, também grande exportadora de petróleo, é o país com menor preço do levantamento, cerca de R$0,02 o litro.

Não, você não leu errado. É isso mesmo: DOIS CENTAVOS o litro da gasolina na Venezuela.

Enquanto exportamos petróleo para o mundo todo, pagamos uma das gasolinas mais caras do mundo. Com certeza, estamos ricos!


Olhem o gráfico abaixo, ele é bem interessante!!

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Uma casa em Cosmos no Rio ou um apartamento na Holanda?





FAAALAAA meu amigo brazuquinha que anda com os bolsos transbordando de moedas internacionais!

Já que o Braziuu não mostra sua cara, eu voltei em mais um texto pra mostrar quem paga pra gente ficar assim, parafraseando Cazuza.

E advinha quem é?

NÓS! Os brasileiros otários.

Nós que pagamos, e não pagamos pouco!

 Pra mostrar isso, trouxe mais uma comparação de casas para vermos como anda este mercado imobiliário mais do que inflado nesta terra de pau brasil.

Cosmos, no Rio de Janeiro, e Rotterdam, na Holanda, têm algo comum. E não estou falando da qualidade de vida, das belezas e infraestrutura, o que estes dois lugares têm em comum é o valor dos imóveis anunciados na internet.

Vamos à comparação?

Hoje, eu escolhi uma uma casa em Cosmos, bairro afastado do Rio de Janeiro com o 110º IDH entre as 126 regiões da cidade,

Uma humilde residência (como citei Cazuza no começo, não custa avisar a você, brazuquinha endinheirado, que não estou fazendo referência à música pseudosertaneja) com duas suítes, sala, banheiro social, quintal e laje pronta pra se você quiser levantar mais um andar.

Vamos dar uma olhadinha nas fotos dessa casa?











Alguns vazamentos na parede, muro não finalizado, portas e janelas antigas.

Este baita dum investimento no Rio de Janeiro está custando a bagatela de R$180 mil. Uma verdadeira pechincha!

O que acha disto, billionaire?


Com este mesmo investimento, sabe o que você conseguiria comprar na Holanda?

Eu achei esse aconchegante apartamento em Rotterdam, segunda maior cidade dos Países Baixos, atrás somente de Amsterdam. Ela é famosa por ser a cidade mais moderna da Holanda e com lindas construções arquitetônicas.


Pelas mesmas cento e oitenta mil dilmetas, nós conseguiríamos comprar esse lindo apartamento de 60m² com dois quartos.

Olhem as fotinhos:









Enquanto à casa brasileira peca no acabamento, o apê holandês tem um design moderno e elegante.

Fica até difícil escolher qual comprar, né? É… Na verdade, não fica não...



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Fontes:
http://www.remax.pt/Appartement-Te-Koop-ROTTERDAM_80741001-359
http://rj.bomnegocio.com/rio-de-janeiro-e-regiao/imoveis/otima-oportunidade-em-cosmos-2-quartos-com-suite-39663780

Valorização excessiva do imóvel faz compradores cancelarem os negócios - Infomoney



"Nos primeiros oito meses de 2014 houve a elevação de 28% nos casos de desistência na aquisição da casa própria, segundo um levantamento realizado pela AMSPA (Associação dos Mutuários de São
Paulo e Adjacências).

Um dos motivos que estão levando os compradores a rescindirem o contrato é devido o aumento do valor do imóvel por conta da correção do saldo devedor, que durante a obra é feito pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

O índice tem a finalidade de apurar a evolução dos custos dos materiais usados nas construções habitacionais e é utilizado para corrigir as prestações do imóvel ainda na planta.

Em 2013, a variação acumulada foi de 8,09% e, nos primeiros sete meses deste ano, a alta foi de 5,97%.

Muitos consumidores estão sendo pego de surpresa com a valorização da moradia no momento de fazer o financiamento. Com isso, muitos dos adquirentes estão desistindo do negócio.

Para reportagem completa: http://www.infomoney.com.br/imoveis/noticia/3579137/valorizacao-excessiva-imovel-faz-compradores-cancelarem-negocios

Comparando um notebook vendido no Brasil com o preço americano



Como vai meu amigo magnata?

Usando seus mirréis para comprar grandes investimentos imobiliários nas periferias brasileiras?

Hoje, vamos mudar um pouco a pauta e falar sobre tecnologia.

Muitas pessoas precisam de um bom computador para trabalhar, inclusive nosso leitor Fernando que sugeriu essa pauta.

Um notebook com uma boa configuração é necessário pra muitos profissionais brasileiros que não ganham nenhuma grande fortuna, mas que são milionários de acordo com os valores do mercado brasileiro.

Um exemplo:



Esse “not” com processador Intel Core i7-4700MQ, tela 15.6" LED Full HD, 8GB de memória RAM e 1TB de HD da Lenovo não é nada mal para quem precisa de um equipamento pouco melhor, né?

Uma bagatela que não custa nada mais do que R$9.990,00!



Uma pechincha para nós que ganhamos milhões de doletas por hora de trabalho.

Esse precinho promocional é no site da própria marca, que segundo o que está escrito é um valor promocional.

O preço original desse notebook seria R$14.719,00. Uma grande oportunidade para economizar mais de quatro mil reais.

Mas, se você quiser economizar mais alguns milhares de cifras, o negócio é ir comprar o mesmo notebook no exterior.

Na terra do Tio Sam, esse equipamento, também no site da marca, está custando US$1.329,00.

Convertendo para reais fica R$3.109,20

Ou seja, você consegue pagar as passagens até a gringolândia, o hotel, a comida e ainda trazer o notezinho pelo mesmo preço!!



O valor PROMOCIONAL vendido no Brasil é quase sete mil reais mais caro que o preço original do mercado americano.

O governo brasileiro é culturalmente fechado ao investimento em tecnologia e as empresas que chegam ao Brasil veem aqui uma grande oportunidade de lucrar com preços abusivos sempre culpando os impostos, apesar de o setor de informática ter incentivos fiscais!!

Um grande exemplo disto é o valor dos videogame PS4 e Xbox One que foram comercializados na mesma faixa de preço nos EUA, mas um chegou por aqui pelo dobro do preço do outro.

Enquanto não tivermos um melhor acesso às tecnologias, estaremos sempre entre os subdesenvolvidos, infelizmente... a tecnologia agrega valor ao nosso produto...

Mas, o importante é que continuamos sendo um país rico - ou não - com um dos maiores custos de vida.

VIVA AO BRAZIUUUU!!!


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Fontes:

http://shop.lenovo.com/br/pt/laptops/thinkpad/w-series/w540/

http://shop.lenovo.com/us/en/laptops/thinkpad/w-series/w540/

Estadão - Incorporadoras possuem R$ 29 bi em imóveis encalhados

"Após vários anos de euforia do mercado imobiliário, as incorporadoras passam por uma fase de dificuldade nas vendas, tendo que aumentar os esforços para liquidar os estoques de imóveis. Entre junho de 2013 e junho de 2014, o estoque subiu 16%, considerando dados de oito das maiores incorporadoras do País (Cyrela, PDG, Gafisa/Tenda, MRV, Rossi, Direcional, Eztec e Even). Nesse período, o valor de mercado das unidades não vendidas passou de R$ 25,1 bilhões para R$ 29 bilhões, de acordo com apuração do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a partir de levantamento do banco JPMorgan.

O estoque mais alto reflete a queda na velocidade de comercialização das unidades, impactada pelo ambiente ruim da economia brasileira, com inflação alta, crédito mais restrito e menor confiança dos consumidores. Além disso, a situação foi agravada pelos cancelamentos de vendas.

Os chamados “distratos” acontecem principalmente no fim das obras, quando o cliente que adquiriu o imóvel na planta é repassado para o banco, onde obterá financiamento para quitar a dívida com a incorporadora. No entanto, muitos compradores não conseguiram o crédito, porque os bancos estão mais rígidos na concessão, ou porque a dívida ficou alta demais após as correções contratuais, superando a capacidade de pagamento dos consumidores.

Além disso, algumas incorporadoras têm feito uma “limpeza” na carteira de clientes: meses antes do término das obras, as empresas têm forçado a rescisão com clientes considerados incapazes de assumir o financiamento. O objetivo é acelerar a revenda para consumidores mais qualificados.

De acordo com o analista de construção civil do JPMorgan, Marcelo Motta, a tendência é de alta nos estoques nos próximos meses. “Ainda estamos num momento em que as empresas estão com dificuldades para vender”, afirmou. “E os distratos vêm crescendo pelo que vimos na apresentação dos balanços das companhias.”




"Conforme apurou o Broadcast, empresários do setor têm redobrado a cautela ao lançar novos empreendimentos, já contando com a concorrência de um “estoque oculto”. Como há muitas obras prestes a serem concluídas, a expectativa é de que cerca de 10% a 15% das unidades já vendidas acabem voltando para os estoques no curto prazo, em função de prováveis distratos quando o cliente for repassado para os bancos.

Prontos. A pressão para as empresas agilizarem as vendas é agravada pelo alto volume de imóveis prontos. O levantamento do JPMorgan mostra que, do estoque total, 13,7% são apartamentos prontos e 35,7% serão finalizados até o fim de 2015. O problema é que, quando as unidades são concluídas, passam a gerar gastos de manutenção e condomínio, corroendo a lucratividade das incorporadoras.

O coordenador do Núcleo de Mercado Imobiliário da Universidade de São Paulo (USP), João da Rocha Lima, considera 13,7% um patamar alto. “Não é razoável que haja um desenquadramento de vendas e estoques prontos desse tamanho. Isso é danoso para as empresas.”

Na sua opinião, o equilíbrio entre oferta e demanda deve ser restabelecido apenas no ano que vem. Além das campanhas para vendas de estoques prontos, as incorporadoras estão lançando menos para evitar que mais unidades fiquem encalhadas. Por outro lado, se o ritmo de lançamentos for muito lento vai prejudicar as companhias, porque os investimentos na compra dos terrenos e no desenvolvimento dos projetos já foram feitos.

A diretora geral de atendimento da imobiliária Lopes, Mirella Parpinelle, concorda que o mercado está mais difícil, mas pondera que a situação não é “desesperadora”. No mês passado, a Lopes realizou uma promoção com empreendimentos de 16 incorporadoras e ofertas com até 34% de desconto. “Isso serve para acelerar a decisão de compra dos clientes”, disse Mirella.

Neste fim de semana haverá saldões da Even e da Esser, em São Paulo. A Rossi também tem uma campanha em andamento. A PDG fez sua liquidação em agosto, quando vendeu mais de 1,5 mil imóveis de um total de pouco mais de 5 mil, movimentando R$ 400 milhões."

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/seu-imovel,incorporadoras-possuem-r-29-bi-em-imoveis-encalhados,1559452

Quer comprar uma ilha pelo mesmo que um imóvel com 48 m² no Rio

Nobre Magnata!!

Já pensou comprar uma ilha por R$ 515 mil??

 Essa  custa menos do que um apartamento de 48 m² no Rio de Janeiro. A ilha fica próximo à Irlanda e custa R$ 515 mil (140 mil libras). 


"Além das praias, que toda ilha tem, essa ainda tem cavernas e ruínas. O problema é que ela está em uma área muito remota e só pode ser acessada por barco ou helicóptero, quando as condições climáticas forem adequadas"


"O nome do lugar é Inishdooney Island, que fica a noroeste da Irlanda do Norte. Ele faz parte de uma série de quatro ilhas e possui 94 hectares de terra desabitada"


"O vice-presidente sênior da corretora Vladi Private Islands, Pedro Arez, afirma que "essa é uma ilha privada muito emocionante. Está em uma área muito remota e só pode ser acessada por barco ou helicóptero, quando as condições climáticas forem adequadas""


"O mais próximo que existe de construções na ilha são as ruínas de edifícios antigos. Além disso, o proprietário poderá aproveitar uma lagoa de água doce que é perfeita para pessoas que queiram criar gado na ilha"



"Os amantes da natureza vão se sentir em casa no Inishdooey Island. As pessoas que viajam para a ilha terão uma verdadeira aventura"




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Foto: Reprodução/Daily Mail
Fonte: http://noticias.r7.com/economia/fotos/a-venda-ilha-privada-custa-o-mesmo-que-um-imovel-com-48-m-no-rio-11092014#!/foto/8

Tomorrowland: Brasil não é pão e circo. É apenas pão!


O maior evento de música eletrônica chegará ao Brasil, nobre milionário.

Se você deseja ouvir uma música, curtir com seus amigos e aproveitar a vida, deve ter se empolgado para este que deve ser um dos maiores eventos do ano em terras tupiniquins.

Mas, assim como tudo que é relacionado à qualidade de vida e lazer, este será um festival somente para os magnatas endinheirados, diferente do que tem se falado no Facebook.

Os ingressos pro festival de música eletrônica se esgotaram em apenas algumas horas, mesmo não tendo nomes confirmados e o  mais barato custando a bagatela de R$399.

Um pequeno investimento para um dia de lazer para nós brasileiros abastados, né? Se você quiser aproveitar os três dias e acampar no local, pode guardar alguns mil reais para gastar nesses três dias.

“Ah, mas é um evento internacional que está vindo para o Brasil”.


Aí que você se engana! Nos Estados Unidos, a Tomorrowland também é um evento internacional e por lá o ingresso mais barato é vendido por metade do preço da versão brasileira do festival.



Além de ter um preço bem mais salgado que suas versões internacionais, o Tomorrowland no Brasil chegará em uma edição mais enxuta, com muito menos atrações.

É o pagar menos por mais!!


Enquanto a edição da Bélgica, país sede do festival, conta com uma semana completa de programação, nós, tupiniquins, teremos apenas três dias em seis palcos. E o preço?? Na versão original belga, pela semana inteira você paga apenas R$ 712!!



Pode parecer bobagem falar do preço de um festival musical, mas como diria o Titãs: "A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte. A gente não quer só comida. A gente quer saída para qualquer parte."

Desta vez, estamos falando de um evento mais voltado ao público jovem, um festival de música eletrônica, mas a mesma coisa acontece se compararmos os preços de museus, orquestras, teatros, cinemas e tudo que está relacionado às manifestações culturais e artes.


Pois é magnata, até o governo grego entendia a importância da diversão para a população e criou o famoso “pão e circo”.,, e pelo jeito aqui...


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Fonte: http://wikifestivals.com/wiki/tomorrowland
            http://www.tomorrowworld.com/

Construtoras aplicam golpe em quem desiste de comprar imóvel - UOL



"Depois que foram anunciados os números de clientes que desistem da compra de imóveis comprados na planta, as construtoras se apressaram em encontrar culpados para o problema: desta vez, a culpa é dos bancos.
Segundo as empresas, que viram os distratos crescerem cerca de 30% no último ano, as restrições mais firmes impostas pelos bancos à concessão de crédito têm feito com que compradores não consigam financiar o imóvel e precisem desistir da compra.
Isso geralmente ocorre no momento da entrega, quando o imóvel está pronto para ser habitado. Nesse tipo de negociação o cliente, normalmente, paga diretamente à vendedora cerca de 20% ou 30% do valor do negócio durante a obra. O restante, que é maior parte, é quitado quando a construção é finalizada, por meio de financiamento bancário.
Se o comprador não conseguir a obtenção do crédito no banco, não tem muita saída e em muitos casos, desiste da compra. O cliente precisa devolver o imóvel que sequer chegou a receber (apenas pagou até então) e a construtora deveria lhe devolver os valores que recebeu. Mas não é bem assim que acontece.
É nesse momento, de maior apreensão do comprador, que mais um golpe é aplicado contra ele. Os contratos de promessa de compra e venda de imóveis na planta trazem diversas ilegalidades e armadilhas para os compradores, e uma delas é justamente a parte que trata das rescisões.
Os compradores [de imóveis] jamais devem ceder às ameaças e receberem valores que julgarem incorretosMarcelo Tapai, advogado especialista em direito imobiliário, sobre problemas com construtoras em caso de desistência de compra
Em regra geral, estão nos contratos que o negócio é irrevogável e irretratável – o que é ilegal - e dizem que em caso de inadimplência do comprador, o contrato se desfaz por culpa deste e as empresas reterão entre 70% ou 80% dos valores pagos.
Dizem ainda que reterão todo tipo de taxa e despesas e que devolverão o pouco que sobrar em parcelas, o que também é ilegal. Por fim, ameaçam o cliente, afirmando que a falta de pagamento e não aceitação dos termos propostos para desistência do imóvel implicará em medidas administrativas, como protestos e negativação do nome.
Aqui vale uma alerta muito importante: os compradores jamais devem ceder às ameaças e receberem valores que julgarem incorretos. O Tribunal de Justiça de São Paulo tem o assunto sumulado – resolve sempre da mesma forma essas questões –, decidindo que os compradores de imóveis na planta, mesmo inadimplentes, têm o direito de desistir da compra e rescindir o contrato, recebendo de volta os valores pagos corrigidos e em única parcela – podendo as empresas reter entre de 10% a 15% dos valores recebidos a título de verbas de administração.
A diferença é enorme entre a retenção de 70% a 80% pretendida pelas empresas e aquela assegurada pela lei e pela justiça. E por que a situação chega nesse ponto? Em muitos casos, pela falta de transparência no momento da venda dos imóveis. O cliente visita o stand da empresa e invariavelmente haverá um "sensacional" plano de pagamentos que torna viável a realização do sonho.
Independente do valor do imóvel e de quanto ganha o candidato a comprador, a magia das contas colocadas à sua frente o fazem acreditar que o negócio é possível e não oferece riscos. Convencido das vantagens da compra, pontos importantes são omitidos pelos vendedores, e pouco ou nenhum critério é adotado para avaliar a capacidade financeira do comprador.
Anúncios com parcelas menores do que o aluguel, e a venda sem consulta ao SCPC ou sem comprovação de renda se multiplicam por todos os cantos e induzem os compradores nessa situação a entrarem no problema. Simulações de pagamentos irreais completam o quadro das enganações praticadas.
O desejo de vender de muitas empresas se sobrepõe ao dever legal de informar de maneira clara, provocando a devolução dos imóveis comprados na plantaMarcelo Tapai, advogado especialista em direito imobiliário, sobre falta de transparência das construtoras
Importante salientar que durante as obras é possível que não haja restrições a compradores que tenham problema de crédito, pois as parcelas são pagas diretamente à construtora. Esta não corre nenhum risco, pois o imóvel não está pronto nem será entregue sem que a empresa receba 100% do valor total quando o imóvel estiver pronto.
Para que receba a totalidade, é preciso que o cliente obtenha um financiamento imobiliário e isso exigirá que apresente idoneidade financeira, sem restrições cadastrais, bem como renda suficiente para fazer frente aos pagamentos das parcelas.
No momento da venda, um bem treinado vendedor apresenta ao cliente uma simulação irreal, apresentando projeções com valores daquele instante, sem nenhuma projeção. Por exemplo, um imóvel de R$ 300 mil, com R$ 20 mil de entrada e 36 parcelas mensais de R$ 1.000, o saldo a financiar seria de R$ 244 mil, correto? Errado!
Isso porque o saldo devedor depois da entrada, R$ 280 mil, é corrigido mensalmente, e sempre sobre o valor total, pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil) cuja média é de 0,7% ao mês. Logo no primeiro mês o débito passa a ser de cerca de R$ 282 mil, e pagando-se R$ 1.000 o débito fica maior do que no início.
Neste exemplo, isso aconteceria durante 36 meses. No momento de financiar o imóvel, o cliente perceberá que pagou para empresa mais de R$ 60 mil e que seu débito a financiar é de mais de R$ 311 mil, ou seja, uma diferença a maior de cerca de R$ 67 mil.
Se no momento da compra a simulação do vendedor não levou em conta essa variação, o salário do cliente não será mais suficiente para que o banco aprove o crédito. Outro ponto a considerar é que o sistema financeiro é todo interrelacionado e empréstimos pessoais, CDC, empréstimos consignados ou carros financiados implicam em diminuição da capacidade financeira e reduzem o valor total que o cliente pode financiar, o que também não é dito na hora da venda.
Por isso, o desejo de vender de muitas empresas se sobrepõe ao dever legal de informar de maneira clara. Por agirem desta forma, provocam um problema futuro absolutamente previsível, que é a devolução dos imóveis comprados na planta.
Culpar  terceiros é a forma como as construtoras justificam sua ineficiência ou tentam legitimar as ilegalidades que praticam. Até São Pedro já foi culpado. Excesso de chuvas, falta de mão de obra e dificuldades para compra de materiais estão entre as desculpas. O poder público, excesso de burocracia, demora para obtenção de licenças e alteração legislativas também são muletas que apoiam a incompetência. Agora os bancos. Quem será o próximo culpado?" 
Fonte: http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2014/09/09/construtoras-aplicam-golpe-em-quem-desiste-da-compra-do-imovel.htm


Um apartamento em Porto ou uma casa na Cidade de Deus?



Olá, amigo magnata.

Estou aqui pra trazer mais uma comparação de imóvel pra você perceber como é um verdadeiro milionário nacional e internacional. Ou, quem sabe, um grande investidor do ramo imobiliário canarinho.

Chega de lero-lero e vamos à comparação.

Você sabe o que uma casa na Cidade de Deus e um apartamento em Porto, uma das principais cidades portuguesas, têm em comum? O preço!

Um belo apartamento na cidade de Porto, com três dormitórios, três banheiros, uma linda vista da comunidade, garagem para dois carros, lareira e a cinco minutos do metrô. Um sonho, não?

Essa belezinha está custando cerca de R$124 mil.

Isso mesmo brazuquinha endinheirado, você não leu errado. Esse apartamento custa CENTO E VINTE QUATRO MIL REAIS. Um precinho bem acessível para nossos parâmetros.

Agora, pra você entender melhor ainda do que eu estou falando, dá uma olhada nas fotos do imóvel:












Você tem a quantia de R$124 mil reais e quer comprar sua casa própria no Rio de Janeiro? Sabe o que você compraria por este valor, caro magnata brazuquinha?

Esta casa de três dormitórios na Cidade de Deus:








E aí, qual você prefere? O apartamento ou a casa?

Ainda não decidiu? Então, vamos falar da comunidade!

O apartamento em Porto está no bairro Baguim de Monte. O local é famoso pelo seu enorme histórico cultural e social que fez parte do grande Império Romano.

Um local tranquilo, com pouco mais de 14 mil habitantes.








Já a Cidade de Deus…

Bom, a Cidade de Deus é um dos bairros do Rio de Janeiro com maiores problemas sociais. Um lugar verdadeiramente esquecido pelo governo e que sofre as com as mazelas sociais.

Vamos dar uma volta pelo bairro?







E aí meu amigo milionário da Cidade de Deus, o que acha de mudar pra Porto?


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Fonte: http://rj.bomnegocio.com/rio-de-janeiro-e-regiao/imoveis/casa-em-jacarepagua-3-quartos-e-3-banheiros-27657750

http://www.remax.pt/Apartamento-Venda-Baguim-do-Monte-(Rio-Tinto)-Gondomar_123931017-28