Continuamos ricos??


Grande Brazucada!

Hoje, teremos mais uma comparação de CASAS para alegria da galera. (chego a ouvir o povo gritando ehhhhhhhhhhh!!) kkk

Bem, todos sabem sobre o momento maravilhoso do mercado imobiliário brasileiro #sqn (não vou me exibir e dizer eu avisei, mas avisei :P): restrição do crédito, juros maiores, aumento de estoque, perda de valor das construtoras na bolsa, demissão em massa no setor da construção civil, imobiliárias fechando as portas... bem, sinceramente, gostaria de dar boas notícias, mas, a ganância do setor foi tão absurda, que, acredito que estão colhendo os frutos.

Então, resolvi testar, depois de algum tempo, como anda o preço e qualidade de nossos imóveis quando comparado ao exterior, afinal, desde que comecei esse blog o dólar praticamente dobrou. Pensei eu, em minha inocência, agora os ajustes foram feitos e, provavelmente conseguirei encontrar aqui imóveis com preço e qualidade similares aos EUA, será?

Para cobrir os 2 países de ponta a ponta, resolvi escolher 2 estados nos Extremos. Na Gringolândia escolhi Minnesota (norte) e Texas (sul) e, por nossas terras, escolhi o Amapá (norte, pra quem não sabe) e Rio Grande do Sul (acho que o nome já explicou para os desprovidos de conhecimento geográfico, né?).

Para a comparação ficar interessante, coloquei um orçamento de R$ 400 mil (com o dólar a R$ 3,35).

Vamos começar pela Terra do Tio Sam?

Minnesota

No extremo norte da terra do Tio Sam, na cidade de Winona (10 km da Capital), encontramos essa casinha. São 220 m2, 3 quartos em um local aconchegante, querem ver?















Quer a famosa passeadinha na vizinhança?



Texas

Já no sul da Gringolândia, no Texas, resolvemos procurar algo também interessante por R$ 400 mil na cidade de El Paso, Querem dar uma olhada?









Como vocês percebem, é um imóvel de construtora, tudo novinho, são belos 3 quartos pronto para morar.

E por aqui? O que será que eu encontro por R$ 400 mil?

Amapá

No norte do Brasil, no Amapá, pelos mesmos 400 mil que você compra as 2 casas acima, encontramos essa preciosidade, mas corra, o dono já baixo 100 mil reais!








Rio Grande do Sul

E finalmente (é no final do mapa mesmo), na cidade de Canoas, no bairro de Niterói, pelos mesmos R$ 400 mil você encontra esse lindo imóvel: 









Então, nobre brazuquinha, eu te pergunto: continuamos ricos??

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Fontes:

http://www.zillow.com/homedetails/156-E-6th-St-Winona-MN-55987/102949389_zpid/
http://www.zillow.com/homedetails/508-Firstwood-Pl-B-El-Paso-TX-79905/2110138655_zpid/

Macapá - http://ap.olx.com.br/amapa/imoveis/casa-na-av-fab-73926384

Canoas - http://rs.olx.com.br/regioes-de-porto-alegre-torres-e-santa-cruz-do-sul/imoveis/sobrado-03-dormitorios-bairro-niteroi-canoas-83455407

Os gringos nos amam!!



Fala brazucada,


Hoje, meu povo, nosso tópico é carro e seus preços razoáveis no mercado brasileiro. Preparados?

 É uma estratégia muito comum das montadoras,ao entrar em terras tupiniquins, começar oferecendo carros a preços razoáveis, muitas vezes semelhante aos preços praticados na Europa ou EUA. Porém, no momento que ganham ganham a confiança do consumidor e reputação no mercado, alteram totalmente sua política de preços.

Vocês lembram da estratégia da Renault ao entrar no mercado brasileiro? Recordam o tipo de carros que eles trouxeram quando chegaram no mercado tupiniquim? Os carros eram completos, iguais aos vendidos na Europa e mais baratos que os dos concorrentes aqui. Aquelas Scenics lotaram as ruas nos anos 2000. Hoje, você já parou para ver o tipo de carro que a Renault vende? Estranhamente... carros adaptados para o mercado brasileiro (pelados) com preço muito similar aos concorrentes, estranho né?

Eu fico imaginando os executivos gringos dessas montadoras contanto vantagem um para o gringo chefe deles... chego a visualizar o diálogo "Querrr saberrr, tiraremos uns 5 airbag, o kit multimídia, alguns itens de segurança que esses índios não dão bola, alguns acessórios básicos e ainda assim venderemos muito e teremos um lucro aqui muito maior que na sede, é como trocar espelho por ouro" e todos rindo.

Bem, as pobres montadoras culpam a carga tributária pelo alto preço dos carros tupiniquins. Será?? A Confederação Federal dos Metalurgicos estima que a carga tributária média dos carros no Brasil chega a 30% do valor final do veículo, contra 6% nos Estados Unidos  9% no Japão e na Alemanha, França e Reino Unido 17%. Realmente, temos uma carga tributária alta, mas ela sozinha é responsável pelos preços absurdos desse mercado quase monopolista?

Todos sabemos que o mercado está em crise, e o mais engraçado é que, em vez de adaptarem os preços a patamares mais pagáveis para manterem as vendas, a indústria exige mais incentivos fiscais e corrige o problema com demissões. Ou seja, além de mamar "nas tetas" do consumidor, querem também nas do governo. E o pior, não existe nenhum carro nacional, ou seja, os incentivos fiscais são dados pros gringos, tá bom?? Você diminui o tributo pro gringo aumentar o lucro... é... to começando a achar que somos ainda aquele povo que trocava espelho por ouro.

Já encerrando, coloco a famosa frase, quem sabe do gringo "imaginário" que citei acima:


O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.
Por que baixar o preço se o consumidor paga?, explicou o executivo.

Para fechar o post, resolvi comparar uns carangos por aí, obviamente, vocês verão que a diferença é muito maior que a da carga Tributária.












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Estamos MUITO POBRES!



É engraçado como nossa sociedade é bipolar. Chega a ser cômico a trajetória nos últimos 2 anos da percepção de nossa posição na economia e política mundial.  Em poucos anos conseguimos mudar de neurose: da síndrome de Suíça Latina para Síndrome de Venezuela.

Explico melhor: quando fiz as primeiras comparações entre o preço e qualidade dos imóveis em São Paulo / Rio de Janeiro e cidades como Dallas ou Houston, era duramente criticado. Vocês não têm ideia quantos e-mails recebi afirmando que para fazer uma comparação correta deveria comparar São Paulo à Nova Iorque e o Rio de Janeiro com Paris. Ou seja, conforme já descrevi aqui várias vezes, achávamos que erámos a última bolachinha do pacote, la Crème de la Crème latina.

Nos últimos anos, nossa sensação de marajá não era exposta somente no preço dos imóveis, era em tudo. Estávamos nos preparando para ser o centro da atenção mundial durante a Copa e já com as Olímpiadas na manga. Tínhamos bem claro que nosso papel mundial era, ser meio diferente... apoiávamos ditadores sanguinários e todos os regimes de esquerda, pois, tinhas que ser a voz da esquerda “equilibrada”.  Acreditávamos que finalmente tínhamos, através dos programas sociais, conseguido harmonizar crescimento econômico e distribuição de renda. Tivemos a petulância de dar pitaco na política econômica austera da Angela Merkel e o mais engraçado é que agora estamos usando a mesma fórmula que criticamos. Ou seja, achávamos que éramos a Suíça tropical, abençoada por Deus e bonita por natureza.

Meu povo, em pouco tempo, MENOS DE 2 ANOS, passamos de uma estrela latina (algo como a Shakira dos países) para o patinho feio mundial. Simplesmente, caiu a FICHA! ERA TUDO UMA ILUSÃO! A inflação está sendo capaz de corroer o padrão de vida daqueles que há poucos anos eram quase milionários. E nossos milio/bilionários em muitos casos estão ficando pobres, alguns até mesmo atrás das grades. Os símbolos de nosso falso capitalismo tupiniquim estão se deteriorando e nossos imóveis milionários, será que valem isso mesmo??

Alguém pode me explicar, que tipo de anjo apocalíptico em pouco tempo foi capaz de ceifar totalmente nossa riqueza? Como conseguimos bagunçar com a sétima maior economia mundial dessa forma?

E para onde foi nossa riqueza? Sinto muito informar, meu nobre amigo brazuquinha, mas ela nunca existiu. Eu não sei como, mas, de certa forma, existiam peças chaves de nossa política que acreditavam que era possível criar riqueza através de decreto, que era possível virarmos players internacionais por lobby e marketing, que, apenas colocando o povo a comprar, fazendo eles se endividarem até não poder mais, era possível gerar riqueza.

Preciso contar um segredo, ó sábios desse mundo, a riqueza não surge do nada, não é possível mudar a realidade social por meio de decreto, a verdadeira riqueza surge do trabalho, esforço, inovação e produção. A riqueza verdadeira não surge de golpes contábeis, empréstimos obscuros nem da criação imaginária de dinheiro, o que surge disso tudo é INFLAÇÃO!

Até hoje, nossa noção de criação de riqueza está mais voltada para o modelo cubano/venezuelano/argentino. Somos uma versão mais light dessa visão que o decreto e o marketing são capazes de mudar a realidade. Que o importante para o ser humano não é ser livre para criar, sonhar e crescer, o importante é ter um prato de comida e que todos são vítimas de uma sociedade injusta, será??

 E aí, nobre brazuquinha, em qual modelo que você quer se espelhar? Naquele que para ter riqueza você terá que trabalhar mais, estudar mais, criar mais, inovar mais e investir mais... ou naquele que... um decreto vai solucionar todos os seus problemas e você conseguirá algumas esmolas estatais? Em qual dos mundos você quer criar as próximas gerações? Aquele que elas poderão sonhar e crescer, ou em um que elas serão constantemente tratadas como vítimas? Em qual país você quer viver, uma versão light da Venezuela e Argentina ou numa verdadeira terra da liberdade?


A beleza turca

Fala grande e nobre brasileiro!

Como todos sabemos, o mercado imobiliário anda muito bem! Todos estão gastando milhões em lindos e belos imóveis. E, como também sabemos, investir em imóvel é a melhor receita para ganhar pelo menos 30% ao ano. :P

Então, para comprovar como somos mais ricos, mais bonitos, mais inteligentes e mais sexy que o resto do mundo, resolvi achar um casebre na Turquia.

Por que a Turquia??

Simplesmente porque ela tem uma renda per capta muito parecida com a nossa, perto dos US$ 11 mil (2012)... tá bom?



Mas, será que renda semelhante significa riqueza semelhante?deveria, né?! Mas, vou mostrar que eles não chegam nenhum pouco perto da nossa.

Escolhi a cidade de Antalya. Uma cidade de 1 milhão de habitantes que tem como fonte principal de renda o turismo.

Olhem as fotos para começar a chorar com a pobreza do local!






Agora, que já sabemos o fim de mundo que é a pobre cidade. Você quer saber quanto custa um ap nesse buraco??

Achei este aqui que me agradou... vejam o que vcs acham:









Como os turcos são muito mais pobres que nós, eles pagam 42 mil euros pelo apartamento de 105 m2 e 105 mil euros pelo de 160. 

Ou seja,  R$ 142 mil pelo menor e  350 mil pelo maior.

O apartamento fica em Avsallar, perto de shoppings, bares e restaurantes. Lugar pobre pelo jeito... eta gentinha...

E por terras tupiniquins, o que será compramos com R$ 142 mil?

Vasculhando meus amigos corretores de imóveis, recebi belas ofertas! Vejam só:


Em São Gonçalo, na Estrada Covanca achei esse de 80 m2:




Em Maceió, no Bairro Pinheiro Achei esse outro ap de 60 m2 por quase o mesmo preço:



Em Campinas  achei este de 60 m2 no Dic II




E em Porto Alegre achei essa belezura no Bairro Cristal:





O que essas cidades têm em comum?? Todas tem a população muito próxima da cidade Turca.

Aí eu fiz uns umas análises toscas... população semelhante... renda semelhante... o que faz os imóveis aqui serem tão caros??

Ah... lembrei... somos mais bonitos, mais inteligentes, mais espertos e mais sexy!

Ou talvez... alguns governantes com pensamentos do tipo

Minha casa meu construtor rico...
Vamos financiar os imóveis sem nenhum critério e fazer os preço irem aos céus...
Tanto faz o povo, o que importa é o empreiteiro que financia minha campanha lucrar...
Deixa o banco estatal com o crédito podre...
O povo pode pagar mais por uma caixa de fósforo... ele não paga um monte por uma carroça? então consegue pagar mais pelo casebre

será??? Ou eu to vendo pelo em ovo?